Brasil e Japão definiram nesta quarta-feira (26/3que a missão sanitária para liberar a exportação de carne bovina e suína brasileira deve ocorrer “imediatamente”. A inspeção é o próximo passo para permitir a venda dos produtos, que está em negociação há mais de 20 anos.
O acordo está registrado no comunicado conjunto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PTe pelo primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, divulgado após encontro bilateral entre líderes, em Tóquio. O texto foi divulgado à imprensa, em inglês, pelo governo japonês.
“Sobre a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira, como um próximo passo, uma inspeção técnica (visita presencialno Brasil pelas autoridades japonesas competentes deve ocorrer imediatamente para acelerar o trabalho necessário para a avaliação de risco”, diz o comunicado conjunto, batizado de Plano de Ação para a Parceria Estratégica e Global Brasil-Japão (2025-2030).
A abertura do mercado japonês é uma das prioridades da visita de Estado do presidente Lula, que tinha o objetivo de voltar ao Brasil com a data da inspeção já marcada. Lula e Ishiba também se comprometeram a realizar uma reunião e a avaliar o progresso das negociações no segundo semestre deste ano.
O Brasil já superou os entraves sanitários apontados pelas autoridades japonesas, especialmente com o reconhecimento, em maio deste ano, de país livre da febre aftosa sem vacinação, pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA). A missão japonesa é o próximo passo para permitir a exportação.
Carne suína e frango
Além disso, o governo japonês também sinalizou que quer aumentar a compra da carne de porco.
“O Japão se compromete a aumentar o acesso ao seu mercado para outros estados brasileiros no caso da carne suína, de uma forma oportuna, para resultados mutuamente satisfatórios”, diz ainda o documento.
Ainda na área de segurança alimentar, Brasil e Japão também concordaram em alterar os Requisitos de Saúde Animal para facilitar a exportação do frango brasileiro, e em manter o diálogo para o fornecimento mútuo de alimentos, incluindo a importação de moluscos bivalves, arroz polido japonês, e a bebida destilada shochu do Japão para o Brasil.
Fonte Diário de Pernambuco